
o que aconteceu conosco?
o que houve?
nós nos perdemos por aí.
na verdade, nos perdemos a partir do momento em que nascemos.
somos ensinados desde cedo sobre o que supostamente é o certo e o errado. chegamos na adolescência e tudo aquilo é esquecido. criamos nossas próprias opiniões, tomamos nossas próprias decisões. alguns se perdem em meio a tantas novidades e alternativas. outros não. contudo, alguns apenas imitam. de qualquer forma todos chegamos a fase adulta e seguimos cada um o nosso próprio caminho.
mas, muita coisa ficou pra trás sem nem nos darmos conta.
não nos situamos de que esta vida é única, assim como todas as pessoas que passam por ela. inclusive nós mesmos. não percebemos o quão vazios fomos durante todos estes anos até nos tornarmos adultos e finalmente a pessoa que seremos, provavelmente, até o fim de nossas vidas. nos importamos apenas com um diploma nas mãos pra supostamente garantir o nosso futuro e um emprego bem sucedido. sim, somos egoístas. e esquecemos de que a sorte ou o destino também fazem parte do nosso futuro e é o que, diretamente ou indiretamente, vão nos levar aonde nós temos que chegar. esquecemos também do azar, de quem sabe sair na rua amanhã e nunca mais voltar. e claro, esquecemos de amar as pessoas. não lembramos de abrir verdadeiramente os braços pra vida e abraça-la com sinceridade.
a gente esquece de dizer “eu te amo” a quem gosta ou preferimos não dizer, mas não esquecemos o nosso dinheiro quando vamos as compras. preferimos fazer clima sendo medíocres, e então perder mais alguns dias do tempo que nos resta, ao invés de ir direto ao ponto. brigamos e discutimos mas damos o braço a torcer pra fazer as pazes, apenas por orgulho e arrogância. e ainda achamos graça em desperdiçar dias nisso. pensamos que o amor pra ter “emoção” tem que ter dúvida, a ponto de não saber se ele(a) nos ama mesmo. medíocres e hipócritas mais uma vez. não percebemos que amar basta e que é o que realmente importa, parece que sentimos a necessidade de perder mais um pouco do nosso tempo aqui. perdemos o contato com as pessoas por opção própria.
quem sabe se a vida acaba hoje? ninguém. e se ela acabar? então será o momento das lamentações. é tão simples, está tudo tão claro e óbvio pra quem quiser enxergar. mas insistimos por viver uma vida tão cega e vazia. fechando a porta pra quem gosta de nós, cruzando os braços pra quem nos ama, ignorando novas amizades e aproximações, rejeitando oportunidades, excluindo pessoas de nossas vidas, passando reto por quem necessita de ajuda, humilhando e julgando a quem não conhecemos, sendo “amigos” apenas nas horas boas, causando o mal e não o bem. sem se importar com o que os outros sentem. é tão fácil viver assim, não é? apenas pensando em si mesmo.
eis a máquina humana.
tão vazia de si.
tão cheia de nada.
- mas eu quero a vida por inteira.
Realmente muito bom, muito bom mesmo! :D
Comentário por Paula. — 12/05/2009 @ 21:57 |
realmente, muito bonito =)
:*
Comentário por camila — 02/05/2009 @ 19:51 |
Só tenho uma coisa pra dizer.
Acho que esse texto é o mais perfeito que tu já escreveu.
Não há o que acrescentar, nem complementar.
Tu disse tudo… Eu peco em algumas coisas que tu disse aí. E é bom estar percebendo isso.
Enfim…
Texto perfeito.
Te adoro muito *-*
E agora vou falar contigo no msn =D
=****
Comentário por Isa, filha, reflexo, espelho, esposa, x-tudo, etc e tal... — 01/05/2009 @ 01:58 |
“vida louca vida, vida breve. já que eu não posso te levar, quero que você me leve.”
há tanta vida sobrando, há tanta vida transbordando. mas ninguém vê.
há tantos dias sendo jogados fora, sem proveito, sem uso. há tantos sendo desperdiçados.
e haverá também tanto o que chorar, algum dia.
pra compensar o arrependimento de quem permaneceu neutro nesta vida.
Comentário por Darlan — 30/04/2009 @ 16:43 |